A SABEDORIA DOS MESTRES E DO MESTRE

Ainda é tempo de lembrar do principal mediador da educação.

Cada período de tempo faz uma história e cada fase da história possui um tipo de homem que a vivifica e a dignifica ainda mais.

Nestas fases, existem os homens cultos, lapidados pelo conhecimento e pela magia do saber; mas, existem também os incultos, acomodados em seu pequeno mundo, todavia transmissores informais de sua cultura.

Se for a educação que mantém viva a memória de um povo e dá condições para a sua sobrevivência, não se pode afirmar que ela existe apenas em estabelecimentos escolares. Educação já é prática informal desde os primeiros anos de vida de um indivíduo.

Educar é ensinar a viver. Educar é manter viva a chama da reciprocidade entre indivíduo e sociedade. Educar é preencher o espaço vazio naquele indivíduo  que pretende conhecer mais, para completar ou complementar o seu eu. Educação acontece, portanto, em diversos lugares, sob diferentes formas.

Na totalidade deste verbo (educar), considera-se educador, não apenas o professor de sala de aula, como também o pai, a mãe, a família, enfim; colegas, amigos e companheiros do dia a dia; pessoas idosas que prazerosamente transmitem os conhecimentos adquiridos durante o tempo que passou e sentiu o ato do seu viver.

E se o verbo professar significa ensinar, também é considerado ensinante ou professor aquele que ensina de uma forma ou outra, sob várias maneiras, um ou diversos assuntos, a um único ser ou a um grupo de indivíduos que realmente pretendem aprender.

E como o professor ensina isto significa que ele também educa.

Está aqui, portanto, a perfeita relação que existe entre ensinante = educador = professor.

Na história desta pátria solidificou-se a pessoa que ensina (mestre ou professor), não apenas em estabelecimentos escolares, mas em todo lugar onde um grupo de aprendizes pretendem conhecer aquilo que o mestre já conhece. E assim como todo tipo de trabalhador (médico, farmacêutico, dentista, arquiteto, soldado, bioquímico, advogado, etc.), mereceu um dia no calendário anual, consagrado a si, por que não o professor, aquele que ensinou e fez estes trabalhadores ser o que são merecer também um dia consagrado a si?

O dia 15 de outubro sempre é lembrado e comemorado.
Gostaria apenas de fazer lembrar aos que comemoraram, que comemorações aos professores não poderiam ser realizadas apenas em um único dia, mas em todos os dias do ano, principalmente nos dias letivos, para os professores escolares, já que todos os trabalhadores, desde o médico até o pedreiro ou lixeiro, talvez, tiveram ao seu lado, desde o início de sua vida escolar, um mestre.
E lembrar também aos mestres, que a dignidade desta profissão, quem lhe concedeu não foi apenas um outro mestre, mas o Mestre dos mestres.
Que Ele lhes abençoe e dignifique cada dia mais a escolha que fizeram um dia para a sua vida: o ato de ensinar.

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