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VALORES NO MUNDO DE HOJE

Em todas as partes do mundo, desde antes da Primeira Guerra Mundial, falava-se de decadência, de crise, de angústia. Discrepâncias havia sobre a gravidade, a iminência, as origens, as causas, as soluções, e não sobre a crise. A idéia de crise permaneceu. Não é uma crise local, é de todo o Ocidente; não é de um aspecto da vida, mas está em todos os campos do pensamento.

Karl Manheim, em seu livro Diagnóstico do nosso tempo, diz que a nossa sociedade está enferma. Se estamos em uma sociedade de comunicação, estamos cientes de que um bom remédio para esta enfermidade existe, mas ela prefere perpetuar em sofrimento.

Tucídides, historiador-filósofo, conta que, numa época longínqua, os gregos viviam de rapinagens e de violências, vigorando a lei do mais forte, como única. Esta época longínqua parece ter deixado resquícios para os tempos atuais. A lei da violência ainda existe.

A violência nunca desapareceu, porque ela não pode ser erradicada, mas pode sim, ser transformada.

E a cultura de um povo é a base elementar para a negociação da violência essencial.

Esta enfermidade tem demonstrado não apenas um aculturamento em uma nação, como também a predominância de uma crise.

O espelho desta crise é a face do jovem atual, que sente dificuldade para caracterizar os valores do mundo em que vive.

Falar em amor, respeito, honra, honestidade, humanismo, lealdade, justiça, etc., em um meio onde o predomínio dos prefixos des e in nestes substantivos parece merecer destaque, é bastante difícil.

O jovem não ama, apenas curte. O ser humano não respeita, apenas prefere “palavrões”. A desonestidade é um substantivo típico do ser atual: engana não apenas o outro, mas mente a si próprio que sabe, que deseja, que procura, que sente, quando interfere em outros pensamentos, procurando enganar-se também com sentimentos que não possui.

Humanismo e justiça: analisemos atualmente o conflito social e político residente no mundo árabe. Aqueles seres que lá atuam com armas mortíferas, preferiram tais armas, desconhecendo talvez, o significado do humanismo e da justiça.

O injusto ser desumano luta com deslealdade e desrespeito por causas injustas.

Quando estes prefixos desaparecerem não apenas destes substantivos, mas de todos os pensamentos, somente neste dia teremos encontrado um verdadeiro remédio para sairmos da crise. Apenas neste dia encontraremos a verdadeira paz!

 

Ivonete Frasson Cesário