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A PALAVRA

Sempre considerei a palavra como aquela peça rara de museu que, caso você não tratá-la bem, com o tempo desaparecerá. Ela costuma ser vista também como um pano de fundo, despercebido, da leitura sobre a qual são recortados os fatos, que são as ações e as emoções evocadas e suscitadas, em forma de conteúdo narrativo.

A leitura é a fórmula mágica para o tratamento da palavra. O bom leitor foi aquele predestinado a medicar sempre a palavra. O assíduo leitor é aquele que a tem sempre em perfeita condição de ser como é. O leitor sábio é aquele que mostra através da palavra lida, a magia e o encanto que reside na sua palavra também.

Nostradamus predizia os tempos futuros; o bom escritor prediz a beleza dos sentimentos, a raridade dos sentidos e o efeito que a sua palavra terá sobre o bom leitor. Assim como o profeta Nostradamus, também nós gostaríamos que o mundo inteiro pensasse nos tempos futuros, não utilizando de  maneira vã e insana as suas palavras e as palavras dos grandes mestres.

Andar sem destino, um andarilho é o mesmo que uma palavra sem conseqüência.

As conseqüências de um ser sem sentido, geralmente são as loucas idéias que geram as grandes revoluções, catástrofes, anarquias, confusões.

Façamos, portanto, uso contínuo e real das nossas verdadeiras palavras. Daquelas que nos conseguem levar ao ideal.

Daquelas que demonstram ao nosso amigo o que verdadeiramente ele é e como deveria ser. Daquelas que observadas, precisam ser transcritas em um pedaço de papel, já que não temos tempo suficiente de falar as mesmas palavras para que o mundo inteiro nos compreenda.

Usemos a palavra!

Falemos, escrevamos, leiamos.

Um bom livro nos encanta, pois as palavras colocadas ali com a doce fórmula mágica, nos fez chegar ao final. Todo livro possui um por que? E um porque, ou seja, uma pergunta e uma resposta. E a lógica do bom leitor que encontrou uma interrogação na obra que está lendo, lhe levará em busca da resposta.

Palavra não é mistério, não é magia, não é encanto. Mas o bom escritor faz uso destes três códigos

 

Ivonete Frasson Cesário